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riscos_e_rabiscos

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Parabéns Mummy! ♥ ♥ ♥

 

Hoje é o dia de aniversário da minha mãe. :) 

E para vos dar a conhecer a minha mãe - porque o meu pai já vos mostrei num post antigo - partilho convosco duas fotos que aqui tenho digitalizadas no computador. São do dia do casamento. 

 

Adoro fotos antigas!

A menina da esquerda fez anos ontem :). É a minha prima P., que também é sobrinha e afilhada da minha mãe. Os outros eram/são miúdos/graúdos amigos.
Aqui com os irmãos. Já só estão dois connosco, por coincidência os que estão mesmo ao lado dela. O irmão da direita era o meu padrinho e a irmã de óculos era a minha tia "amiga do café".
É bom recordar as coisas boas.
Parabéns Mãe!
{#emotions_dlg.kiss}

E quase foi uma desgraça.

A minha mãe teve de ir ao hospital fazer umas análises e já chegou tarde a casa. Mas como é mais teimosa do que uma mula, teve ainda de ir fazer uma compras à rua antes do almoço. É claro que o almoço ficou logo todo atrasado. Eu até podia ter feito o almoço se ela me tivesse dito o que era. Mas não disse e eu tenho de "cumprir as ordens" dela (as vossas mães também devem ser assim, não?). 

 

Chegou às pressas, fez tudo à sua maneira e a determinada altura, ouve-se um estardalhaço de tachos e só a oiço gritar "entornei água quente em cima de mim". Pensei logo no pior cenário. Fui a correr ver o que tinha acontecido e como ela estava. 

 

Deparei-me com ela agarrada às camisolas que afastou da barriga e o tacho entornado no chão. Os fogões mais tradicionais têm as grelhas arredondadas na ponta e ela, ao colocar o peixe que ia cozer dentro do tacho com a água a ferver, deixou cair aquilo tudo e derramou a água para cima de si. Ficou com a zona do estomago toda vermelha e com bolhas e só não ficou pior porque ela tirou a roupa encharcada de água quente de cima da pele afectada imediatamente. E so não queimou os pés todos, que foi onde caiu a maior parte da água, porque estava de botas calçadas!

 

Nem vos digo, foi cá um susto que até fiquei mal disposta e cheia de dores de cabeça. Tratei logo de lhe por água fria na zona queimada e depois bepantene para queimaduras. E no fim ainda foi fazer um curativo à farmácia. :S

 

Dor de dentes.

 

Tenho ali a minha mãe a morrer de dor de dentes, com uma dor agudíssima, até lhe inchou o queixo. E eu estou aqui que não me aguento de nervos de a ver assim, aflita. Tenho um nó no estomago e uma dor de cabeça que nem imaginam. Até parece que me dói a pele. É que eu, por acaso, só ainda tive uma dor de dentes na vida e não queria ter mais, mas sei dar valor a quem as sofre.

 

Ela está medicada mas os medicamentos ainda não estão a fazer o efeito em pleno. Eu quase que diria que também estou a sofrer de dores de dentes por simpatia com ela. Que coisa!

E para ajudar à festa, ela tem bichos carapinteiros mesmo doente. Mesmo desesperada com as dores, teve de ir temperar a carne para o jantar à socapa. Depois veio ainda pior. Acreditam nisto?

 

E como se não chegasse, de vez em quando ainda tem que me dar qualquer "ordem" para eu fazer qualquer coisa ao meu pai, que agora meteu na cabeça que não quer sair de casa, que não quer sair da cama e que se não trabalha, também "não precisa de comer".

 

Não estou bem arranjada com estes dois?!? :(

 

Pérolas Maternais

Enquanto eu arrumava as coisas para ir para a escola:

 

Eu: Mãe, o Bóbi já comeu?

 

Mãe: Quem, o S.(o meu irmão)?

 

Eu: Não, o cão...

 

(Estavam os dois "vestidos" de preto mas um tem duas patas a mais...)

 

{#emotions_dlg.lol}

 

Durante o jantar:

 

Eu: O peixe está salgado...

 

Mãe: Mas eu não meti sal no peixe... só se for do tomate... do concentrado de tomate...

 

Eu: Que concentrado é que usaste?

 

Mãe: O da mimosa!

 

Eu: (a pensar com os meus botões: só se já puseram os bois a dar alguma coisa também... :P)

 

{#emotions_dlg.lol}

Censos e a minha mãe.

É um dos assuntos do dia e são uma autêntica palhaçada como já todos sabemos. As perguntas são completamente descabidas e parece que foram feitas em cima do joelho, feito à medida da conveniência do governo e não para saber como vive/estão a população do país real e actual. Afinal tiveram 10 anos, como disse o Miguel Sousa Tavares, para pensar, ponderar e elaborar a informação e as perguntas... Isto é mais um reflexo do estado deste país, tudo feito à pressa, mal feito e sem pés nem cabeça. Enfim!

 

Aqui em casa quem preencheu os censos fui eu, claro. Os velhotes já não "estão" para estas coisas. Assim, a minha mãe desconhecia o conteúdo dos censos, das perguntas e só se foi apercebendo por aquilo que vai ouvindo na televisão ou pelo que as amigas dizem (é o que faz delegar as coisas aos filhos :P).

Acontece que, ao ter consciência do conteúdo dos censos e do tipo de perguntas, ficou danada e anda toda revoltada e agora já só me diz para não preencher certas coisas porque eles não têm nada a ver com isso... ahahaha! Realmente era o que todos devíamos fazer, a começar por mim que a pergunta mais rídicula de todas: a dos recibos verdes!

Mais Do Mesmo.

 

O meu regresso a casa aos domingos é sempre igual, sempre a mesma coisa e resume-se numa palavra: nervos. Mal ponho um pé em casa tenho a minha mãe a buzinar-me os ouvidos incessantemente a contar-me tudo o que se passou no fim-de-semana (e relembra cenas da semana), o que o meu pai fez e disse, o que o meu irmão fez e disse, e relembrar milhares de vezes o quanto não gosta da namorada do meu irmão e enumera todos os seus defeitos (qualidades realmente são muito poucas…).

 

Sempre que preciso de me concentrar, lá começa ela com os seus bombardeamentos. Eu não quero magoá-la mas chego a um ponto que estou completamente desconcentrada e já nem sei o que estou a fazer. E o pior é que se eu lhe digo  que preciso de me concentrar, fica ofendida comigo e começa a dizer que a partir dali já não vai falar com ninguém e que se tivesse um sítio para ir, ia-se embora e ninguém iria saber do seu paradeiro, para que todos sentissem a sua falta.

 

O meu irmão faz resmas de coisas que não devia fazer. Quando era pequeno, teve muitos “perdões” porque era “doentinho”. Mas o doentinho foi crescendo, percebendo que podia fazer e tratar a mãe como lhe desse na telha e agora já é tarde demais para ir direitinho pelo caminho.

A autoridade não é imposta através de porrada (“querias que eu lhe desse porrada?” é a pergunta quase diária que ela me faz) nem de gritos mas sim de gestos e atitudes. Mas ela não compreende isso. Ontem o meu irmão foi bruto com ela mas hoje ela já foi gastar dinheiro com ele. Acabei de saber isto e fiquei danada.

 

Tive de ouvir mais não sei quantos comentários acerca do meu irmão e o quando ele fica “mais mau” quando está com a namorada, que, segundo a minha mãe o influencia. Depois a minha mãe perde a razão por estar sempre a fazer comentários acutilantes acerca da tal namorada ou outros, não percebendo que há alturas em que deve estar calada. Para ela estar calada significa perder a “autoridade” que não tem e rebaixar-se.

 

Resultado: estou para aqui eu a escrever este post em jeito de desabafo, com um nó na garganta e olhos rasos de lágrimas e a enxarcar-me de anti-depressivos para me aguentar às “bombocas” da vida E ela? Ela está lavada em lágrimas de auto comiseração e auto-piedade.